terça-feira, 28 de abril de 2009


Dia agitado, acordei cedo para ir a uma aula discutir os conceitos de “aprendizagem”, comprei um sanduíche “quase natural” de frango, almocei tranquilamente no ônibus a caminho do trabalho, cheguei lá, sentei na minha mesa, levantei milhares de vezes pra atender a porcaria do telefone e depois de 12 horas, felizmente, eram 21h30min e eu estava indo para o meu (e de mais três) lar-doce-lar. Corri uns 10 metros pra pegar o ônibus no terminar e me acomodei em um banco da janela na terceira fila, até então, tudo me parecia mais que normal. Claro que isso até os espirros começarem, vou definir melhor “espirros”, quando eu usei o plural eu quis dizer espirrar continuamente a cada 10 segundo por mais de 5 minutos, talvez fosse alguma velhinha com um daqueles perfumes da Avon, ou alguma cretina que usou uma tinta ruim para pintar o seu lindo cabelo, ou um desodorante com álcool, ou uma poeirinha que entrou pela janela do latão, nem me importa, afinal, eu tenho alergia a quase tudo mesmo. Foi então que uma mão no meu ombro e uma voz dizendo “moça” me tirara daquele estado de quase embriagues, era o cobrador do ônibus dizendo: “moça, eu acho que o que você tem é renite, toma aqui esse remédio é loratadina, eu anotei o nome pra você nesse papel, vai passar”. E eu meio sem entender ainda peguei a cartela com 4 comprimidos que ele estava oferecendo e percebi que realmente era o remédio que eu tomo pra alergia, tomei um dos comprimidos e devolvi os outros pra ele , dizendo muitíssimo obrigado claro, depois disso ele correu para a catraca. Em alguns minutos eu parei de espirrar, nisso já estava quase no meu ponto e levantei, troquei mais algumas palavras de agradecimento com o cobrador e desci. Será que ele era uma pessoa boa? Um ex-pedófilo arrependido, tentando a regeneração? Um alienígena fazendo testes com drogas nos seres humanos? Um cobrador de ônibus gente boa? Jesus? Será que ele era Jesus disfarçado me testando ou fazendo o milagre da “aparição da loratadina”?
Eu não sei dizer quem ele era, mas enfim... Loratadina é bom pra alergia!
(Hauhauhaua )

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Resposta pro teu email ...

São entre os escombros de nossas construções que a vida segue seu rumo,
Sem direção,
Tentando desesperadamente encontrar um caminho,
Um alicerce sólido que me permita viver sem medo.

São entre nossas ruínas e procurando esse alicerce que eu te amo,
Sem mentiras, sem obstáculos, testando os meus limites e aprendendo com as teus,
Sendo simplesmente confusa e intensa.

É no nosso sexo que me encontro,
Eu, a meretriz do teu cabaré,
A prostituta, a pequena apaixonada,
A mulher, a cúmplice dos teus e dos meus defeitos.

São essas coisas que me trazem aqui,
Aos pés do nosso castelo,
Que ainda não passa de uma ilusão,
Tão forte e tão boa que incansavelmente desejo que exista.

É assim que me vejo ao teu lado,
Esperando te sentir cada vez mais perto,

E sendo cada vez mais tua.


(17/11/2008 - Devaneios depois de um final de semana forte, sincero e intenso. É assim que a vida tem que ser!!!)



sábado, 8 de novembro de 2008

O inferno está de volta... Bem FELIZ!!!!




Bom, eu não escrevo a algum tempo, talvez porque a meretriz não consiga escrever quando está feliz, talvez porque a tragédias sempre sejam mais atraentes, não importa.

Resolvi temporariamente abandonar o lápis e me perder nas cores, o resultado pode parecer banal, simples, comum... Que seja, nem sempre o que é comum é ruim.

Beijusss a todos que eu amo, e em especial pro meu lindo que felizmente não desistiu da nossa ciranda.

PS: O Jonathan fez até uma oferta pro quadro huauhahu Brigado amore, mas esse é pra casa nova... :)

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Lavoura Arcaica de Luiz Fernando Carvalho.

Meretriz

Cansei de ser a meretriz da tua história,
De pintar meus olhos com sarcasmo,
De pincelar meus lábios com deboche.

Cansei de dançar na tua ciranda,
Com meus quadris embalados pelo teu gozo,
Encharcados pelo teu suor.

Cansei de encobrir meus sentimentos,
Enquanto tiras as minhas roupas,
E tentas desesperadamente preencher as lacunas do teu desejo.

Cansei de escutar o teu choro velado,
Enquanto finges que não sou eu quem te completa.

(14/04/2008)



segunda-feira, 7 de abril de 2008

Morte Aparente

Meu corpo estava ali,
Mas não mais te sentia.
Incansavelmente tentavas esquentar minhas mãos,
Elas já não te tocavam.
Não escutavas mais meus suspiros,
E apenas o vento que emanava das frestas te fazia companhia.

Já não era eu,
Sentia-me calma, tranqüila.
Só tua cegueira acreditava nos meus movimentos,
Só tua vontade ainda possuía-me,
Segurava-me.
Deixei de ser o que desejavas,

Mas o sentimento e o delírio ainda correm em ti.

(Agosto de 2007)


quinta-feira, 3 de abril de 2008

Pra Você,

é um fato que teus olhos mudaram,
talvez até junto com os meus.
É um fato que o nosso cenário mudou e nossas rugas evidenciam essas mudanças.

Tua face perdeu o sorriso tímido,
a ingenuidade,
a esperança do humilde menino do interior.

Tua face perdeu a vergonha que te era imposta,
e tu enfim soltou o verdadeiro sorriso,
uma gargalhada frouxa,
ofensiva e venenosa quando tua vida te mostrou que era preciso.

Carregas hoje o suor das tuas batalhas,
o cheiro do teu sexo,
a lucidez do teu discurso.

Teu corpo suportou a flagelação dos julgamentos,
as punhaladas daqueles que amaste tanto quanto a mim.

Hoje te mostras mais forte que todos eles,
exorcizaste teus fantasmas,
jogaste fora tuas velhas roupas,
desconstruíste teu refúgio da infância.

Hoje tua pele é um manto digno de um imperador,
e tua força mataria mais que mil homens.

Hoje teus inimigos estão dentro de ti,
e nada te fere mais que teu orgulho.
O preço de tuas vitórias mostrou-se alto,
E tuas alegrias são tão intensas quanto tuas tristezas.

Tua vida segue...

Desmedido é o amor que sentes,

e mais ainda o amor que recebes.

(Escrito para o Dinho, presente de aniversário...heheheh)


segunda-feira, 24 de março de 2008

Retalho Perdido...

(...)

Tantos foram os momentos que aqueles olhos se fecharam tristes,
calados pela tua indiferença,
amedrontados diante dos limites do nosso jardim.
Tantos foram os dias que chorei sorrindo,
que gritei por socorro em silêncio.


Tantos foram os cenários que deixei pra trás,
que desconstruí com a tua ausência.
Tantas são as ruínas que encontro diante de mim,
fragmentos sem cores,
sem sentimentos.